24 de Novembro de 2010

(…) E entrei num mundo onde caminho e pouco encontro. Lágrimas de manhã, sorrisos à tarde, tristeza à noite. Uma vontade intensa invade a minha alma à procura da razão da minha existência. Afinal, quem sou eu e o que procuro? E porquê que tanto desespero invade o meu ser quando reparo que continuaram a caminhar e nem olharam para trás, à minha procura... Porquê que eu ainda sinto aquela pequena tristeza que deveria ser raiva e por consequência, força para superar tudo o que aconteceu e conseguir seguir em frente? Faz-me falta, aqueles abraços embora não fossem verdadeiramente, sentidos. Poderia pensar que nada passou de um pesadelo e continuar a viver na ilusão da minha vida, mas não… abri os olhos após mais de 3 meses e só me apetece fazer como antes, fechá-los! Porquê que o espelho da vida, me mostra mais daquilo que queria ver e porquê que a chuva continua a cair na minha alma, sabendo que só quero andar por aí?! Quero devanear pelos destinos do meu corpo, pelo coração magoado… cozer as pequenas falhas ou apenas guardá-lo numa caixinha de memórias e atirar a chave para o mundo mais obscuro que se encontra em mim. Caminhar em passos do ponteiro do relógio e não ligar a pequenos alarmes que me fazem tremer…
Se fosse possível querida pedir um desejo ao meu “génio da lâmpada”, que seria o seguinte: por favor traz-me e dá-me paz de espírito e segurança.

13 de Novembro de 2010


Nós nunca poderemos ter um fim, mesmo que o “nós” seja um complexo de duas pessoas separadas por quilómetros de distância, porque sempre me disseram que o amor é superior a tudo e o meu é sem qualquer dúvida disso…